segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vocação: MÃE!

Certa vez, por volta dos 9 anos de idade, Alice me disse que nunca teria um "filho nascido da sua própria barriga" (palavras dela). Explicou o nojo que tinha em gerar aquele ser. Exaltou que, se já possuía enorme asco de um beijo na boca, como poderia fazer mais do que isso?? Entretanto, não queria ficar sem filhos, pois acreditava que uma das suas características mais fortes era a da vocação para ser mãe (ps: refletia sobre isso aos NOVE anos. Acho que nessa época eu sequer falava sobre esse assunto). Sendo assim, anunciou sua decisão: "Vou adotar!"

Dias depois, muito triste e cabisbaixa, ela me apresentou alguns papéis e me disse: "Estou acabada. Pesquisei e descobri que não sou apta a adotar uma criança. Eu ainda nem tenho 18 anos, quanto mais um renda fixa". Achando aquilo engraçado e trágico ao mesmo tempo, não soube o que fazer. Abracei-a e segurei ao máximo as gargalhadas que estavam em mim engasgadas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Alice e suas maravilhas

Alice Moreira é minha irmã, cronologicamente 7 anos mais nova que eu. Por outros aspectos ela pode assumir a idade e o tamanho que quiser, sem sombra de qualquer problema. As divertidas palavras da minha irmã, divididas entre seus pensamentos mais complexos e absurdos precisam de um lugar para serem guardadas. Além disso, é justo que sejam compartilhadas essas loucuras, através das palavras aqui escritas por um dos seres que mais à ama. Divirta-se!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Equinelmintos

O espírito "Guimarães Rosa" da Alice talvez seja sua característica mais predominante. Sempre muito falante e espontânea, minha irmã nunca deixou de se expressar porque não sabia como dizer aquilo que queria.

Além disso, sua confusão com as raízes das palavras fortalece essa tendência de inventar palavras.

Certo dia disse à ela, em mais uma das minhas mentirinhas para pegá-la de surpresa, que não existia cabeça de bacalhau. Que esse era um ser de fato sem cabeça. Logicamente ela não acreditou e me disse, debochando da minha inteligência, que todo animal possuia cabeça e que, sendo o bacalhau um peixe, esse com toda certeza tinha sua cabeça. Começou então à dar inúmeros exemplos e outros seres com cabeça quando, de repente, parou de falar. Depois de uma breve pausa exclamou: "Estrela do mar não tem cabeça!".

Tentei confundí-la novamente, alegando a minha razão, quando ela se lembrou de que estrela do mar não era considerada pertencente ao reino dos animais e disse bem alto: "Já sei!! Estrela do mar não tem cabeça porquê é 'Equinelminto'!!".

Ela mesma percebeu o erro da palavra que dissera e a nossa "risadaria" não parou tão cedo.

Brioche é fruta

A primeira loucura que me deu a idéia de cirar esse blog não foi a primeira da minha irmã, mas foi uma das melhores.

Certa noite, conversávamos como de costume e Alice me disse, cheia de certeza: "Brioche é fruta!".

Logicamente, morri de rir, como de costume, e expliquei qual era o real significado da palavra Brioche. Foi em vão. Ela brigou comigo três dias alegando que tinha certeza de que Brioche era uma fruta. Até concordou com a versão de "brioche" como uma rosquinha, mas insistiu na idéia de também existir uma fruta com esse nome. Ainda ressaltou sua argumentação me informando que a tal fruta advinha das "Brióchitas". Mais uma vez não pude deixar de me divertir, mas expliquei que talvez ela quisesse se referir às "Briófitas". Novamente a insistência na idéia das "Brióchitas" persistiu e eu não tive a menor chance de conquistar a razão nessa discussão.

Resta-me guardar esse episódio para rirmos mais tarde.